Monday, November 20, 2017

Sobre como o antropólogo Victor Turner, face às dinâmicas sociais intra-étnicas, tendo por escopo o povo Ndembu, empregou termos como Drama social e performance para perscrutar relações sociais e ritualísticas neste determinado grupo e para além dele: Hubris, nemesis, e catharsis na tragédia grega se emparelham à Crise, ampliação da crise,regeneração e rearranjo ou cisão.

[...] “A ritual drama of the Ndembu”, que compõe o primeiro capítulo ( Revelation and divination), tenha sido originalmente publicado em 1962, esse livro, como bem indica sua densa introdução, marca um novo momento na trajetória intelectual de Turner. Nele, o ritual Chihamba e o personagem Kavula funcionam a um só tempo como redenção e revelação, e permitem, a nós leitores, observar com nitidez a distância que separa o pesquisador aprendiz do antropólogo maduro e transformado pela própria experiência de vida junto aos Ndembus. No início de suas pesquisas, Turner (1953: 336) acreditou que abordaria as danças e os rituais de um povo iletrado e analfabeto situado “na retaguarda da história” que criara, entretanto, “uma estrutura religiosa harmoniosa e consistente”.

Por Heliel Sena

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